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RA: Ontem, e-commerce. Hoje, live e-commerce.







Em fevereiro de 2021 o MCC-ENET divulgou que o e-commerce brasileiro cresceu mais de 70% no acumulado de 2020.

Nesse cenário de crescimento um dado que chama a atenção é que as vendas online registraram queda no mês de dezembro 2020. Mais precisamente 27.16% menos que novembro.

Tal oscilação entre o teto e a queda acompanhou os movimentos de fechamento e flexibilização do comércio físico por conta da pandemia.

Olha só: se por um lado a queda de quase 30% entre dois meses não é suficiente para arranhar o giga desempenho do ano, por outro mostra que as pessoas sentiram falta da experiência ao vivo e em cores.

Ainda de acordo com o MCC-ENET, 95% das pessoas que fizeram suas compras online pela primeira vez na pandemia afirmam que continuarão comprando pela net, mas isso não exclui o modelo anterior.

A experiência de comprar online é muito linear. Pulando de site em site e vasculhando os market places, são poucas as diferenças. Plataformas simples, vitrines de categorias, ofertas, poucos cliques, põe no carinho, tira do carrinho, acompanha o envio.

Seres sociais que somos, sentimos falta da interação. Comprar junto, pedir opinião, vasculhar cantinhos para descobrir um produto, trocar impressões.

Na maioria das vezes contamos apenas com o recurso das avaliações e tutoriais de marca. Acabamos caindo nos reviews no YouTube que, vamos combinar, nem sempre são assertivos e legais de assistir.

Como resposta à oferta prática e funcional do e-commerce temos o boom da Realidade Aumentada, outra ferramenta que há anos prometia decolar e, na prática, não dava mais do que um pulinho aqui e outro ali.




Isso mudou. A Realidade Aumentada conquistou seu espaço a bordo do foguete Covid que adiantou em 5 anos o estabelecimento das inovações previstas para a próxima década do comércio eletrônico.


O resultado desse casamento do e-commerce com a RA é o Live Commerce. Sua função é aproximar cada vez mais a praticidade do online e a experiência do ao vivo.

Sim. Aí, do seu dispositivo, sem sair de casa, é possível ir ao shopping com os amigos, entrar nas lojas, mexer nos produtos e até mesmo conversar com outros consumidores que estão ali, ao mesmo tempo que você.

Os recursos de AR, que sempre pareceram tão complicados, tornaram-se acessíveis para qualquer porte de comércio online. Hoje, desenvolvedores como o Shopify disponibilizam kits de ferramentas para que as próprias empresas possam criar suas lojas de Realidade Aumentada. Tipo, faça você mesmo.

Funciona: os relatórios da Shopify AR mostram uma taxa de conversão até 94% maior do que o e-commerce tradicional.

Então é só sair usando os recursos disponíveis para vender mais?

Não é bem assim. Até porque num piscar de olhos novas tecnologias se transformam em commodities e tudo se horizontaliza.

É importante ter em mente que o que as pessoas buscam não é apenas uma interação visual realística, mas uma experiência que envolve conteúdo, troca de informações, convívio, entretenimento. O anseio é por aspectos de intercâmbio social.

Resumindo a ópera, o segredo de ter sucesso com a Realidade Aumentadsa não é ter a tecnologia mas sim saber construir relacionamento a partir dela.

Esse trabalho envolve mapear e entender padrões comportamentais, oferecer conteúdos relevantes e permutas legítimas, lembrando sempre que quando uma pessoa vai ao shopping, ou frequenta uma loja, comprar é apenas uma parte da história.


Não é exagero esperar para logo uma revolução nos market places com o surgimento de espelhos virtuais dos shoppings.

Imagina só. Poder encontrar com seus amigos no shopping de sua preferência para pegar um cinema, fazer compras e até tomar um café na praça de alimentação enquanto coloca a conversa em dia. Tudo sem sair de casa.


Muita gente ainda deve achar que a sofisticação dos relacionamentos virtuais é uma coisa estranha, bizarra, desnatural. Mas não adianta. A RA aplicada à nossa rotina de vida é, agora, um fato.

Portanto se você atua em qualquer área da cadeia do comércio online, mantenha os olhos bem abertos para o live e-commerce. De preferência nem pisque.


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