Buscar
  • SOMA

Você é profissional liberal ou empreendedor individual? Entenda a diferença.

Atualizado: 19 de Fev de 2019



Até pouco tempo construir marca e ter planos de crescimento para os negócios eram coisas de empresas tradicionais.


Pessoas que tinham uma atividade não vinculada a uma "firma" eram chamadas de freelancers, prestadores de serviço, profissionais liberais...mas nunca empreendedores.


Só que nas últimas décadas essa dinâmica começou a mudar. Tanto que, hoje, o termo 'mudança' merece outro patamar. Não cabe mais a leitura transitória que a a palavra sugere. A revolução já aconteceu e mudou a geografia das estruturas de trabalho, carreiras e profissões.


Nunca vimos tanta gente sair debaixo das asas das corporações para, ao invés de investir num negócio nos moldes tradicionais, partir para outra em voo solo.


Os motivos são muitos. Tem gente que perdeu o emprego e se encontrou trabalhando por conta própria, tem gente que chutou o balde e foi fazer o que gosta, outros, diante da falta de oportunidades, tropeçaram até descobrir um novo caminho.


Tem advogado que virou boleiro. Tem executivo que se achou dando aulas e palestras. Tem RH que tornou-se coach, engenheiro que continua na engenharia só que agora é seu próprio patrão.


Ainda não nos demos conta do tamanho dessa revolução. Mas sabemos que a era do empreendedorismo individual chegou para ficar.


Por isso é importante entender a conjuntura e a diferença conceitual, ou simbólica, entre o profissional liberal de antigamente e o empreendedor individual de hoje.


Mais do que importante. Esse entendimento é vital para quem virou, ou pretender virar, a página da sua história.


O profissional liberal sobrevive. O empreendedor individual cresce.


Há alguns anos muitos profissionais liberais dependiam das estruturas e do suporte operacional dos clientes para poder trabalhar.


Isso significava ter que ficar enfiado o dia todo numa empresa, levar uma vida de CLT - sem os benefícios do registro em carteira - e sem tempo para crescer.


A regra era a sobrevivência imediata: atender um cliente por vez. Viver mês a mês.


Hoje, com a horizontalização do acesso às ferramentas de tecnologia, o empreendedor individual não precisa ficar pulando de empresa em empresa, fazendo um trabalho por vez.


Pode estruturar seu home office com tudo o que necessita para produzir e atender vários clientes simultaneamente. Consequentemente pode ganhar mais, estudar mais, aproveitar melhor o tempo para crescer e evoluir.


Pode planejar o futuro, programar a diversificação dos negócios. Pode até estabelecer metodologias de gestão para tornar seu trabalho mais produtivo e mais rentável.


Portanto, para o empreendedor individual, ter um plano de crescimento e pensar no futuro do negócio é possível. E necessário.


O profissional liberal é uma pessoa. O empreendedor individual é uma marca.


Imagine dois sapateiros que trabalham na mesma região. Os dois têm uma lojinha pequena, o mesmo tempo de atuação, semelhantes habilidades e uma diferença fundamental:


Um tem o perfil de profissional liberal. O outro tem visão de empreendedor individual.


•O profissional liberal está lá há anos, consertando os sapatos de quem entra na loja.

As vezes tem mais demanda, outras menos. Vai vivendo na média, conhecido como o Sr. Fulano da sapataria.


•Já o empreendedor individual avaliou suas principais habilidades e posicionou-se como artesão com base no fato de ser um dos poucos profissionais especializados em técnicas para fazer ajustes sob medida em sapatos vendidos no varejo.


Consequências lógicas:


O empreendedor individual deixou de ser mais um sapateiro do bairro para tornar-se uma marca: O Artesão. O profissional capaz de fazer com que aqueles sapatos pelos quais você pagou uma fortuna (mas nunca usou porque calça-los é o mesmo que entrar num instrumento de tortura) se transformem em peças sob medida para os seus pés.


Transformou uma de suas habilidades de trabalho em diferencial e fez com que o negócio fosse reconhecido e valorizado.


O Artesão pode até pensar em expandir. Quem sabe oferecer ao varejo a possibilidade de ter o serviço de ajuste disponibilizado para os clientes na hora da compra.


O outro sapateiro? O profissional liberal?

Tá lá. Esperando alguém entrar na loja.


A essência de tudo que falamos é que os empreendedores individuais não podem mais trabalhar com a cabeça no século passado.


Construir marca, inovar, ter planos de crescimento não é só coisa de empresa tradicional, não. É coisa para empreendedor individual também.


Investir na sua marca é investir no seu patrimônio. É a diferença entre "fazer bico" e ter um negócio pleno de potencial e sempre pronto para crescer.

0 visualização

© 2019 by SOMABR.COM.BR

  • Facebook Social Icon